Arquivos da categoria "Arquitetura"

A exposição mostra o “California Way of Life” que teve seu boom na década de 30. Com tantas famílias migrando para o espaço urbano, móveis e itens de decoração eram de essenciais produção, que tinham como inspiração o ambiente indiano, nas palhas e no latino, com cores vibrantes.

Em contraste com o estilo Europeu, o design Californiano dispunha de um contato grande com a natureza, um ambiente aconchegante e humanista, apesar da influência das formas geométricas. A exposição possui objetos de todas as formas de referência do estilo, desde roupas até uma réplica da famosa Eames House. Destaque para o trailer espelhado, que surpreende o público bem na entrada da exposição, na maioria jovens, que procuram suas referências no ambiente retro futurista.

Por Carol Nunes

A exposição Maurizio Cattelan: All , tem surpreendido de ingênuas multidões até os mais cínicos críticos de arte. O artista (nascido em 1960 em Pádua, Itália) em parceria com o Guggenheim e sob a curadoria de Nancy Spector e Katherine Brinson apresenta nesse final de ano uma das mais notáveis site-specific obras de arte.


Trata-se de uma retrospectiva que reúne nada menos que 130 trabalhos do artista, conhecido por suas esculturas em cera e sua singular mímica irônica da natureza. Seu trabalho é de alto teor político e incrível refinamento plástico. O que destaca a retrospectiva não é somente o valor de cada obra individual, se não a maneira em que foram postas em conjunto: Penduradas na rotunda do magnífico prédio de Frank Lloyd Wright, as 130 obras formam um imenso móbile-colagem da carreira do artista. Sem dúvida essa “colagem” é não somente uma coleção de suas obras mas também sua última, e pode se ousar dizer,mais notável obra. O artista anunciou com essa retrospectiva sua aposentadoria.

A montagem é uma riquíssima expressão da arte contemporânea. Uma expressão da subversão da idéia de museu e da obra de arte em si. Da re-invenção do hábitat artístico. Em All, Maurizio Cattelan fecha majestosamente sua carreira marcada pela provocação e surpresa. Não poderia haver lugar mais apropriado para tal que o Solomon Guggenheim, que trabalha na composição dessa última mega-instalação, conduzindo a carreira do artista a seu “Gran-finale”, onde notáveis 130 obras estão submetidas a gravidade da interpretação e resposta de milhares de olhares curiosos que sobem as espirais do museu e escalam, com o artista, as possibilidades da arte no mundo contemporâneo.

por Sofia Contrucci

O projeto de arte sensorial reune artistas selecionados por todo o mundo e funciona como uma invasão de espaços de arte e criação, assim como museus e instituições culturais. O objetivo é colocar o público em contato com arte ao vivo, incluindo design, ilustrações, performances, workshops, arte digital e outras construções que invadam os sentidos do espectador.

O evento acontece como uma experiência de imersão de indivíduos ávidos por arte e abertos a experimentação, que acontece durante um grande processo criativo desenvolvido em grupo e se firma como uma exposição mutante onde cada peça e performance faz parte do todo em expansão.


NOVA é produzido pela ROJO, organização independente que promove arte moderna e pensamentos vanguardistas que estimula trabalhos colaborativos que se utilizam de diversas mídias para conectar artistas e designersde todo o mundo. A organização tem base em São Paulo, Milão e Barcelona e já produziu eventos em várias cidades, assim como no Rio de Janeiro. A atual edição da NOVA acontece na cidade paulista e indicamos para todos que estiverem pelas redondezas a visitarem.

Aguardamos a edição carioca.

Mais infos: ROJO- NOVA

Nossa colaboradora em NY Ana Sofia Contrucci visitou o museu de Artes e Design e nos conta sobre a suas impressões da exposição Otherworldly: Optical Delusions and Small Realities.

Todos sabemos que a cidade de Nova Iorque é famosa por sua multiplicidade cultural e referência mundial de cultura urbana. No âmbito das artes e do design, a metrópole é de inesgotável inovação, que pode vir das galerias do Chelsea ou das calçadas da Union Square.

Dessa vez foi no Museu de Artes e Design (MAD Museum), no Columbus Circle, que o público nova iorquino mais uma vez se surpreendeu. Se pensávamos que as artes tinham alcançado o máximo do abstracionismo e que a mídia do design estava no auge de sua digitalização, a exposição Otherworldly: Optical Delusions and Small Realities veio para, mais uma vez, questionar os nossos conceitos.

Contextualizada em uma abordagem altamente contemporânea, a exposição têm como linguagem dioramas, ou maquetes representadas através de fotografias e vídeos ou expostas como esculturas tridimensionais. Trata-se, na verdade, de uma resposta a nosso cotidiano altamente virtual, onde passamos a maior parte do tempo nos transportando para outros mundos através da tela do computador.

As 37 maquetes reunidas na exposição são de um realismo incrível, e são resultado de meses de trabalho meticuloso por parte de 37 artistas que estão unidos não somente por uma linguagem em comum mas também pelo mesmo recorrente: Outros mundos e pequenas realidades.

A exposição se divide em quatro subtemas: “Apocalyptic Archaeology” onde as cenas descrevem cidades e monumentos em ruínas, questionando a decadência cultural em que vivemos; “Unnatural Nature” onde encontram-se as maquetes que convidam o espectador a lançar um olhar irônico sobre fenômenos naturais; “Dreams and Memories” questionando a interpretação inconsciente da realidade e finalmente “Voyer/ provocateurs” convidando o espectador a literalmente espiar cenas, espaços e narrativas secretas. Alguns dos artistas brincam com a questão da escala, seja colocando um objeto em tamanho real no meio da cena ou fotografando suas mãos interagindo com o seu trabalho.


Esses elementos servem como anzóis que nos pescam de volta a realidade 1:1, já que nos deixamos afundar por essa micro-realidade, tamanho é seu grau de realismo. Finalmente, a maior questão que a exposição ,na minha opinião, levanta é na verdade onde começa a arte e termina o design. As soluções de design que os artistas encontraram para seus dioramas são justamente aquilo que torna possível seu discurso artístico questionador e investigativo. Percebe-se logo que a exposição não poderia estar melhor apresentada se não pelo museu de artes e design. As barreiras que dividem as artes e o design são postas a prova pelo trabalho destes artistas, dentre eles: Joe Fig, Alan Wolfson e Lori Nix.

Infelizmente, a exposição é de curtíssima duração, mas certamente pode ser considerada mais um exemplo da inquietação criativa de artistas e designers contemporâneos, que estão sempre desafiando os nossos conceitos e redecifrando, de forma divertida, o mundo urbano em que vivemos.

Por Ana Sofia Contrucci

A Mostra de arte paralela Art RUA reunirá, na Gamboa, de 07 a 11 de setembro, alguns dos melhores artistas de Street Art, do eixo Rio-São Paulo, que participarão também da revitalização do Porto Maravilha, deixando um legado para a cidade.

Alguns dos mais consagrados grafiteiros do Brasil e novos nomes da cena de StreetArt do País estarão reunidos das 12h às 21h, na ART RUA, uma mostra paralela a ART RIO que exibirá o que há de mais moderno em graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s.

EXPOSIÇÃO NO GALPÃO
ACME, ECO, AKUMA, MENT, SWK, JOU, LEO UZAI – Instituto RUA
GAIS – Huma art projects
TINHO, TOZ, BR, PIÁ , MATEU VELASCO – Galeria Movimento
CHIVITZ, MINHAU – Choque Cultural
ZEZÃO – Athena Contemporanea
AKN – Galeria de Babel
MARCELO MACEDO MACK – Jaime Portas Vilaseca
BIG, RAFO CASTRO, COMBONE , VAGNER DOSNAC – Homegrown arts
FLIP (sp) – Galeria Logo
MUDA
COLETIVO GRAFICO
FERNANDO DE LA ROCQUE
ONEPOINT (Rep. Checa)


Programação

07 de setembro – 12h – Abertura
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s

08 de setembro – das 12h às 21h
* Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo
* Livepainting dos muros da Zona Portuária

09 de setembro – das 12h às 21h
* Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo
* Livepainting dos muros da Zona Portuária

10 de setembro – das 12h às 21h
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo
* Livepainting dos muros da Zona Portuária

11 de setembro – das 12h às 21h
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s.

Rua Pedro Ernesto 29, Gamboa.

Para quem estiver em São Paulo está rolando a ótima exposição DE DENTRO E DE FORA , que reune trabalhos de artistas de todo o mundo, misturando fotografia, colagem, instalações, grafitti, fotografia, escultura e outros.

Os artistas escolhidos pelo curador Teixeira Coelho são os franceses Remed, JR e Invader, o tcheco Point, os argentinos Tec, Defi e Chu e a norte-americana Swoon; artistas multimídia que transitam por diversas linguagens para desenvolver suas instalações. Vale uma visita para entrar em contato com o universo criado no museu.

A expo rola até dia 23 de Dezembro.

Mais infos: DE DENTRO E DE FORA

Max Hattler demosntra técnica e sensibilidade nessa animação em stop motion, utilizando objetos abstratos para produzir um belo espetáculo de dança onde formas geomêtricas e orgânicas criam uma estrutura quase viva, com fortes referências de arte moderna e construtivismo. Obra de arte.

Anselm Kiefer’s Labyrinth on Nowness.com.

Filme de Sophie Fiennes explorando o complexo quase labirintico onde o artista Anselm Kiefer guarda seus trabalhos e esculturas. A imersão no espaço deteriorado e quase claustrofóbico é fascinante.